SPARQL – Parte III – Inserindo e apagando triplas (Insert e delete de triplas)

Amigos,

Fechando as queries básicas sobre SPARQL, faltou mencionar o INSERT e DELETE de triplas.
Os exemplos abaixo não poderão ser feito em um endpoint externo como a DBPedia (pelo menos não deveria ser possível), pois para tal é necessário a permissão de UPDATE no usuário.

INSERT, como inserir triplas no Virtuoso ?

O insert no virtuoso é simples, basta informar o grafo e a tripla a ser inserida.
Pode ser adicionada mais de uma tripla por query de insert.

INSERT data INTO <grafo> {
<sujeitoDaTripla> <predicadoDaTripl> <objetoDaTripla> .
}

DELETE, como apagar triplas no Virtuoso ?

O delete no virtuoso, lembra muito o conceito das consultas,
ele deleta o resultado das consultas, isso possibilita um delete mais avançado.
Você não precisa explicitar toda a tripla a ser deletada, você pode passar uma variável.

Apagando uma única tripla:

### Apagando tripla, informando: sujeito, predicado e objeto.
delete from <grafo> {
<sujeitoDaTripla> <predicadoDaTripl> <objetoDaTripla> .
}
where {
<sujeitoDaTripla> <predicadoDaTripl> <objetoDaTripla> .
}

Apagando múltiplas triplas dado um indivíduo:

### Apagando todas as triplas dado o sujeito.
delete from <grafo> {
<sujeitoDaTripla> ?p ?o .
}
where {
<sujeitoDaTripla2> ?p ?o .
}

Como definir ao usuário permissão de insert e delete (UPDATE) no ambiente local

Para os dois modos o virtuoso deverá esta inicializado.

Passo-a-passo utilizando o Conductor, interface administrativa do Virtuoso:

Endereço do Conductor (por default): http://localhost:8890/conductor/
Usuário administrador e senha (por default): DBA/DBA

Acesse o Conductor >
Acesse o System Admin >
Selecione a opção User Accounts >
(Selecione qual usuário deseja alterar a permissão, lembrando que o usuário do endpoint e do request HTTP, por default é SPARQL) > Edit >
Em Account Roles selecione SPARQL_UPDATE e clique no “>>” >
Save.

Passo-a-passo utilizando o iSQL do Virtuoso

Ps.: Paths padrões da instalação no Mac OS X Snow Leonard
Path do iSQL: /usr/local/virtuoso-opensource/bin
Inicialize o iSQL: ./isql

Execute o comando:

GRANT SPARQL_UPDATE TO "XXXXX";

### Substitua o XXXXX pelo nome do usuário por exemplo SPARQL.

Encerro nesse post as consultas básicas utilizando SPARQL. Nos próximos post irei falar um pouco mais sobre Ontologias (RDF/OWL).

Abraços.

Boa noite.

Renan Oliveira

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Afinal, o que é Web Semântica ?

Pessoal,

Esse é o meu primeiro post,  acho justo me apresentar sou Renan Oliveira, Analista de Sistemas/Developer no time de Busca & Semântica da globo.com, mais informações sobre mim vocês podem ver no sobre. Vou focar o blog na área de tecnologia e principalmente no que mais estudo, ferramentas de Busca e Web Semântica na sua amplitude (ontologia, sparql…).

Vamos ao que interessa. Para responder a pergunta do Post, vou seguir um caminho das pedras.

Qual a proposta da Web Semântica?

É estender os princípios da web dos documentos para os dados. Os dados podem ser acessados usando a arquitetura Web (URI, por ex.), e estar relacionados uns com os outros da mesma forma que os documentos já são. Isso também significa criar uma plataforma comum que permita o compartilhamento e a reutilização dos dados por meio das fronteiras das aplicações, empresas e comunidades, podendo ser processados automaticamente tanto por ferramentas quanto manualmente, também revelando novos relacionamentos possíveis entre porções de dados. Fonte: http://www.w3.org/2001/sw/SW-FAQ#swgoals

Segundo Berners-Lee et alii (2001), a web semântica será uma extensão porém apresentará estrutura que possibilitará a compreensão e o gerenciamento dos conteúdos armazenados na web independente da forma em que estes se apresentem, seja texto, som, imagem e gráficos à partir da valoração semântica desses conteúdos, e através de agentes que serão programas coletores de conteúdo advindos de fontes diversas capazes de processar as informações e permutar resultados com outros programas da web atual.

Isso é, o dados começa a um significado real e não apenas uma abstração compreendida pelo computador.

Se eu quiser fazer uma busca

“Roberto Carlos no maracanã acerta a trave”

na web ela irá ler os dados da frase de forma separada, sem ter um significado associado a ele,  ele não conseguirá saber se foi o cantor Roberto Carlos, se foi em jogo de futebol ou em show no estádio do maracanã, como podemos resolver isso.

Anotando na hora da criação de um conteúdo que ele se Referencia ao jogador Roberto Carlos, ao Estádio do Maracanã e que acertar a trave foi durante um jogo de futebol.

Quem utiliza?

Isso parece ser muito bom, mas que verdadeiramente usa isso, é tão novo que ninguém usa?

Para citar dois, gigantes, veículos de comunicação que utilizam:

BBC – Talvez seja quem use com maior capacidade na área de conteúdo, no link da bbc você encontra todos os posts sobre o desenvolvimento da WS na bbc, para resumir eles utilizam a Linked Open Data, que  será um tópico no futuro do blog, para construir páginas de entretenimento (musica e programas) aproveitando os dados como descrição, discografia, etc.  imagine o quanto de trabalho foi economizado e quanto esse dado ganhou relevância após o uso já que essa informação foi pega de uma fonte segura.

New York Times – Eles publicaram mais de 10.000 publicações na Linked Open Data, disponibilizando um histórico de matérias anotadas semanticamente para futuras consultas, ainda disponibilizaram uma API e agregaram conhecimento a DBPEDIA, que também será um tópico no futuro.

O tópico é extenso propus apenas começar a conversa, com o passar do tempo irei mostrado novidades da área, tecnologias que utilizamos, ontologias, consultas SPARQL, Virtuoso OpenLink e há muito à descobrir.

Links interessantes:

http://semanticweb.org/wiki/Main_Page

http://www.w3.org/2001/sw/SW-FAQ

http://www.semanticweb.com/

Abraços, Renan Oliveira.